terça-feira, 4 de outubro de 2011

Um soneto de poesia, para meu amor.

É nesse comecinho de noite, meu amor, que venho em forma de canção acalmar-te os nervos, que tanto gritaram em plena segunda-feira. Não fiz questão de em vir em forma de poesia, pois como se já não bastasse a poesia de teus olhos mergulhando em mim. Meu amor, estou aqui para lhe fazer algumas perguntas. Se me permite.
- Posso engarrafar teu sorriso? Perguntei desdenhosamente.
- Isso é pergunta, menina? Sorriu. -Pode, sim. Acrescentou.
- Ótimo, então. Como posso lhe alegrar, meu amor? Meus olhos brilharam.
- Apenas, me abrace, meu amor, apenas fique. Abaixou a cabeça.
- Eu poderia cantar p’ra você… Tentei corforta-lo.
- Meu amor, apenas deite comigo, venha. Ele sorriu. Os olhos estavam cansados, mas eu queria mais, eu queria vê-lo brilhando, só pra mim.
- Antes… Eu quero recitar para você uma poesia. Perguntei calmamente, me ajeitando na cama, e deitando nos braços do meu rapaz.
- Tudo bem, meu amor…
- Começarei, agora.
” Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?”

-Ele sorriu. Que graça, meu amor. E de quem é? Perguntou fazendo um arco com a sobrancelha.
-Machado de Assi…. E antes que eu terminasse, meu amor, já havia adormecido. Peguei em teus dedos gelados, e juntei aos meus. Ajeitei-o em meu peito, e aqueci o coração. Dei um beijo tem tua testa, e adormeci.

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