quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Escuridão.

Numa parte tenebrosa e obscura desse meu coração, eu venho a cortar-lhes que toda a minha dor é surpreendentemente inspiradora. E cada rastro de melancolia e de medo, eu vejo a afogar-me entre meu anseio pela solidão. Voando no céu esquecido da madrugada, observando todos os meus fantasmas olhando-me e gritando a minha volta. Sou noite. Sou liberdade. Encantei-me por nascer entre seus lábios, ou morrer dentro de você. A escuridão perdeu-se dentro de mim e num desvio de olhar fez o favor de encontrar-se e seguir seu caminho devastado por uma luz qualquer. Abandonou-me, escuridão. Abandonou-me que num rastro de luz transpareceu, morreu, renasceu. 

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