quinta-feira, 27 de outubro de 2011


Liberdade chamou meu nome, e me entregou um par de asas para voar.Nunca me senti tão livre, e o céu, em sã consciência nunca pertenceu tanto à mim. Alguma voz na minha cabeça fica dizendo: Voa, voa, voa! Mas vá para longe, tão longe  para que tu possas, se perder em ti. E quando voltar: Transborde esperança! E então obedeci.
Acabei me perdendo no próprio caminho que construí, me perdi no meu céu. Mas, os pássaros, enfim me ajudaram a me encontrar. E sem querer me encontrei em você. E a dor que estava congestionada no meu peito, o teu sorriso fez questão de apagar. E agradecer-te por me aliviar das dores do mundo.
Saudade gritou meu nome! E não pude deixar de atender, fingi surpresa. Oh, céus. Quanta melancolia me trouxestes. Volte, liberdade, volte e traz o desdém do sorriso do menino novamente, também! Saudade roubou minhas asas. Saudade roubou minha sanidade. Enraivei-me. Uma voz doce, soava em meu ouvido por detrás.
-Shiii, eu estou aqui. Dizia. Assustei-me.
-E quem lhe trouxestes pra mim? Perguntei, observando o vislumbre do teu rosto.
-Foi teu beija-flor…
-E desde quando beija-flor, me segue? Perguntei, desconfiada.
-Desde quando você virou flor. Ele dizia com a voz gentil.
-Virei é? Sorri, desconcertada.
-Virou.
-E a minha liberdade, minhas asas, e essa saudade?
-A saudade passa, menina. E sua liberdade? Sua liberdade está no teu coração e suas asas, elas estão aí, na tua imaginação. Respondeu, sorrindo. 

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